100 dias de Trump: o agitado começo do novo líder americano

Veja 15 fatos marcantes, entre polêmicas, vitórias e derrotas, nos três meses em que Donald Trump ocupa a presidência dos EUA.

Trump - 100 dias

 

Neste sábado (29), Donald Trump completa 100 dias à frente da presidência dos Estados Unidos. A ideia de fazer um primeiro balanço de um governo em seu 100º dia foi lançada pelo então presidente Franklin D. Roosevelt em 1933, quando ele, na verdade, tinha em mente avaliar os resultados de sua política de “New Deal” em uma sessão especial do Congresso.

Trump diz que a data “não é muito significativa” e chegou a dizer, no Twitter, que é um “padrão ridículo”. Mas, dez dias antes de completar o ciclo, se vangloriava em um discurso em Wisconsin de que “nenhuma administração realizou mais em seus primeiros dias”, segundo o “The New York Times”.

Também soa contraditório ele dizer que dá pouca atenção à data quando, antes mesmo de ser eleito, Trump publicou em seu site um “Contrato com o Eleitor Americano” (ainda disponível, em inglês), no qual expunha seus compromissos para os 100 primeiros dias de seu mandato como presidente.

Destes, ele tentou implementar itens relacionados principalmente a trabalho, leis, imigração e saúde, mas enfrentou resistência judicial e no próprio Congresso, apesar das maiorias republicanas na Câmara e no Senado. Sofreu derrotas significativas ao tentar barrar a entrada de imigrantes e refugiados nos EUA, não conseguiu derrubar o Obamacare e não ergueu um metro sequer de seu muro na fronteira com o México. Por outro lado, emplacou um juiz na Suprema Corte, conseguiu uma aproximação diplomática com a China e recebeu elogios internacionais após uma ação militar na Síria.

Lembre a seguir 15 fatos marcantes dos primeiros 100 dias de Donald Trump na presidência dos EUA.

 

Marcha das Mulheres

 

 
 (Foto: John Gress/Getty Images North America/AFP - Arte/G1) (Foto: John Gress/Getty Images North America/AFP - Arte/G1)

(Foto: John Gress/Getty Images North America/AFP - Arte/G1)

Logo em seu primeiro dia de governo, Trump enfrentou um protesto liderado por mulheres que mobilizou mais de dois milhões de pessoas em todo o país.

 

Kellyane Conway fala de 'fatos alternativos'

 

 
 (Foto: Susan Walsh/AP - Arte/G1) (Foto: Susan Walsh/AP - Arte/G1)

(Foto: Susan Walsh/AP - Arte/G1)

A assessora do presidente usou o termo depois que Trump afirmou que milhões de votos ilegais foram contados contra ele e o porta-voz da Casa Branca disse que o público da posse foi o maior da história – duas histórias comprovadamente falsas – e o chefe de gabinete chamou a imprensa de mentirosa e desonesta por negar essas afirmações.

 

Suspende programa de refugiados e bane imigrantes de sete países

 

 
 (Foto: Brandon Wade/Star-Telegram via AP - Arte/G1) (Foto: Brandon Wade/Star-Telegram via AP - Arte/G1)

(Foto: Brandon Wade/Star-Telegram via AP - Arte/G1)

Uma ordem executiva suspendeu por 120 dias a entrada de refugiados nos EUA e a entrada de cidadãos de Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen, mas um juiz federal de Seattle suspendeu temporariamente a medida em 3 de fevereiro. Após desistir de recorrer à Suprema Corte, Trump apresentou uma nova ordem executiva, levemente modificada e excluindo o Iraque da lista de países, no dia 6 de março, mas esta foi suspensa por um juiz do Havaí em 16 de março, na véspera de entrar em vigor.

 

Indica Neil Gorsuch para a Suprema Corte

 

 
 (Foto: Joshua Roberts/Reuters - Arte/G1) (Foto: Joshua Roberts/Reuters - Arte/G1)

(Foto: Joshua Roberts/Reuters - Arte/G1)

Donald Trump ignorou a indicação de Merrick Garland, feita por Obama, e apontou Gorsuch para a vaga deixada por Anton Scalia, morto em fevereiro de 2016. Apesar da oposição dos democratas, que chegaram a tentar bloquear sua nomeação e obrigaram a bancada do Partido Republicano a mudar o regulamento do Senado, Trump conseguiu a confirmação de seu indicado. Neil Gorsuch tomou posse no dia 10 de abril.

 

Michael Flynn deixa cargo de conselheiro de Segurança Nacional

 

 
 (Foto: Chris Kleponis/AFP - Arte/G1) (Foto: Chris Kleponis/AFP - Arte/G1)

(Foto: Chris Kleponis/AFP - Arte/G1)

Antes de completar um mês no cargo, o conselheiro não resistiu à pressão e renunciou após a revelação de que havia mantido contatos extraoficiais com a Rússia. Ele teria discutido as sanções americanas contra Moscou com o embaixador russo nos Estados Unidos antes de Trump assumir a Presidência e posteriormente mentido às autoridades sobre a conversa. No dia 20 de fevereiro, Trump anunciou o general Herbert Raymond "H. R." McMaster como o novo conselheiro de Segurança Nacional.

 

Casa Branca bane alguns órgãos de imprensa de conversa com porta-voz

 

 
 (Foto: Yuri Gripas/Reuters - Arte/G1) (Foto: Yuri Gripas/Reuters - Arte/G1)

(Foto: Yuri Gripas/Reuters - Arte/G1)

Em vez da entrevista coletiva diária, o porta-voz da Casa Branca Sean Spicer optou nesse dia por uma conversa informal com repórteres, mas barrou representantes de alguns veículos de imprensa, entre eles as redes CNN e BBC, os jornais "Los Angeles Times" e "The New York Times", e os sites Politico e Buzzfeed. A agência Associated Press e a revista "Time" resolveram boicotar a reunião em apoio aos colegas. No mesmo dia, Donald Trump voltou a atacar a imprensa em discurso na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC). "Temos que lutar contra eles. Os veículos de imprensa são muito inteligentes, astutos e desonestos. Se irritam quando expomos suas notícias falsas", disse o presidente.

 

Acusa Obama de colocar escutas na Trump Tower durante campanha

 

 
 (Foto: Carlos Barria/Reuters - Arte/G1) (Foto: Carlos Barria/Reuters - Arte/G1)

(Foto: Carlos Barria/Reuters - Arte/G1)

Sem apresentar qualquer prova, Trump acusou seu antecessor de plantar escutas telefônicas para vigiá-lo durante a campanha eleitoral e pediu que o Congresso investigasse o caso. "Como o Presidente Obama caiu tão baixo em grampear meus telefones durante o sagrado processo eleitoral. Isso é Nixon/Watergate. Cara ruim (ou doente)!", escreveu no Twitter. O diretor do FBI, James Comey, pediu ao Departamento de Justiça que rejeitasse a acusação e o ex-diretor de Inteligência Nacional também negou as acusações. Até mesmo a assessora de Trump, Kellyane Conway, admitiu que não existia qualquer prova de que Obama tivesse tentado vigiar Trump com escutas, mas defendeu uma investigação mesmo assim. O caso não foi levado adiante.

 

Congressistas republicanos apresentam projeto para derrubar Obamacare

 

 
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